Poupar já teve melhores dias. Antigamente os bens eram, de uma forma geral, mais escassos. Eram mais reutilizados, passavam de pais para filhos, de amigos para amigos. Hoje a sociedade de consumo cria a ilusão nas pessoas que tudo tem necessariamente de estar na moda, tudo tem de ser novo. Qual afinal a utilidade do dinheiro? Não serve ele para gastar? Poupar? Mas o que é isso? O dinheiro é como um rio, tem de circular. Se pára, estagna, consome a alma a quem o tem! Esta parece ser a evidência. A economia clama por esta corrente, a publicidade inflama os nossos sentidos com toda a espécie de sugestões, seduz-nos e o cérebro desliga-se!É fácil alinhar com as modas. O sistema financeiro poderia até ter endeusado a poupança se não tivesse chegado à conslusão que tirava maior lucro instigando o crédito. Mais: um Governo só fala muito de poupança quando ficou sem dinheiro para gastar! Verdade ou mentira?!!
E agora é ver tudo a catar cada cêntimo, até o gordo porquinho mealheiro já foi substituído por um galito de Barcelos num recente anúncio da banca - sim, com micro-poupanças não se consegue encher um porco, resta-nos um magro e esverdeado galináceo, grão a grão enche o galo de Barcelos o papo. Neste momento poupar uma parte dos ganhos para usufruir no futuro não passa de um sonho para muitos portugueses. Mas antes disso já era um hábito esquecido. Atravessamos uma boa fase para reaprender a consumir de forma mais consciente. Infelizmente porque não temos alternativa.
Pssst! Leia também esta postagem para descobrir duas plataformas que permitem a doação de bens apara reutilização, uma forma de poupança que faz bem ao bolso e ao ambiente!





