terça-feira, 13 de agosto de 2013

Aurora Robson, uma artista-activista ambiental

Aurora Robson é uma artista multi-media. Ela usa materiais diversos, resíduos, e transforma-os criando obras lindas para promover a consciência ambiental. A sua arte é também activismo ambiental. Apreciem as esculturas e as instalações de Robson.  Nasceu em Toronto em 1972, cresceu no Hawaii e vive e trabalha em Nova York. Robson é a artista fundadora do Vortex Project,  um coletivo internacional de artistas, designers e arquitetos que também trabalham com detritos de plástico com o objectivo de fomentar a protecção aquele que consideram o nosso recurso mais precioso - a água. Vejam um exemplo da actividade do projecto Vortix, foi uma exibição/recolha de fundos no Staunton-Augusta Art Center e teve o nome "Interceptors".

Abaixo, um video e texto sobre a exposição Sacrifice + Bliss que durou de Setembro de 2012 a Abril de 2013 no Franklin Park Conservatory and Botanical Gardens, Ohio. Aurora utilizou garrafas de plástico recolhidas no meio ambiente.

Por fim, não deixem de assistir ao pequeno documentário A Practice, são apenas 10 minutos. Não está legendado mas eu resumi as ideias principais. Nele podem ver algumas esculturas e o processo de produção das mesmas. 
Aurora diz que gosta de experimentar, de ser inventiva. Arte é sinónimo de experiência. Ela diz que tem de ser sensível em relação ao mundo que a rodeia e que tenta ser honesta. O seu trabalho é acerca de "abraçar a aberração", uma forma poética de dizer que a sua intromissão na produção de resíduos se destina a transformar lixo em algo belo e com uma mensagem. Talvez porque viveu no paraíso natural que é o Hawaii ela tenha sido tocada por esta necessidade de intervir sobre a nossa consciência em relação ao meio ambiente e os desperdícios através da arte. Do Hawaii ela foi viver para Nova Iorque, um estado mais denso, populoso, onde os extremos entram facilmente em conflito, libertando-se energia e possibilitando aprendizagens diversas. 
Inicialmente Aurora pintava em tela umas paisagens abstratas formadas por formas curvas e espaço negativo. Elas resultavam da ilustração de pesadelos que tinha tido em criança. Aurora quis então sublimar estes pesadelos, transformando, criando arte. Uma vez, estando a pintar, observou do lado de fora do estúdio uma pilha de lixo amontoado, garrafas de plástico, e reparou que as suas formas eram semelhantes ao que pintava. Assim passou da tinta e da tela para a utilização do plástico. 
Ao ter começado a usar o plástico como material de trabalho aprendeu muito sobre este desperdício. Aprendeu que por vezes utilizamos um objecto de plástico durante um segundo apenas e que depois ele demora uma eternidade a decompôr-se. O plástico não é biodegradável, ele quebra-se em inúmeras partículas, vai para os oceanos, é engolido por pássaros, peixes e outros animais marinhos, e depois entra na cadeia alimentar, um perigo.
Os desperdícios são um problema global. Os mares do Hawaii devolvem às praias plástico do mundo inteiro. A arte é uma linguagem global e por isso, no entender de Aurora, apropriada para lidar com o problema. As pessoas têm poder enquanto indivíduos e consumidores no que toca às escolhas que fazem, e a arte é um meio privilegiado para tocar as pessoas.

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